Esparregado de Vagens de Favas



De Sul a Norte, já se vêm favas.
As do quintal ainda estão em pleno crescimento, devido à altitude mas também devido ao mau tempo pelo qual passaram.
De ver tantas favas aqui e aqui, fomos apanhar as vagens tenrinhas ainda sem grão para fazer um delicioso esparregado.





Rala-se a vagem como se rala as couves galegas para fazer o caldo verde.
Cozer em água com pouco sal e escoar.
Refoga-se um ou dois dentes de alho em azeite.
Colocam-se as vagens miúdas dentro do refogado e acrescenta-se um pouco de água e farinha.
Mexer, muito bem mexido e juntar ao gosto de cada um, um pouco de vinagre.

Este esparregado acompanha muito bem grelhados.

É outra maneira de dar vazão a tanta fava!

Em cima da hora



A pensar no Dia da Mãe, o próximo Domingo dia 3 de Maio, actualizei a loja com trouxas e têtes de nègre.
Esta trouxa, quer-se relativamente pequena, com uma profundidade de 22 cm, para levar apena o essencial, em dias diferentes.
Esta trouxa, com 4 cantos é igual a esta, é maior que a primeira e tem uma abertura de 36 cm.
Em ambas, o fecho é um simples nó, fusão-inspiração entre a trouxa e o furoshiki japonês.



Trabalho de fim-de-semana





Trouxe para casa uns dos exercicios propostos pela Rita. Trata-se de um nine patch. Os tecidos foram escolhidos dentro dos retalhos oferecidos pela Linda da Volksfaden. Gostei particularmente do City Birds de Henry Glass e lembra-me um outro tecido da Susie Osburn à venda na Retrosaria, também patrocinadora do workshop.

Em casa, os dois nine patch fizeram sucesso. Resolvi fazer um taleigo muito pequeno para acompanhar o vestido que a S. me emprestou para a representação teatral de Amor de Pedro e Inês, peça criada pela turma da M. para o concurso Inês de Castro promovido pelo Plano Nacional de Leitura.
Eles concorreram com um video e em breve vão representar a mesma peça na Casa da Cultura César Oliveira em Oliveira do Hospital.
Espreitam a primeira parte aqui e a segunda parte aqui. Qual é o papel da M.?

Workshops



Os projectos vão nascendo...
a ideia desta manta de retalhos nasceu aquando dos workshops da Rita, no sábado passado.
Verdadeira lição de história, ela soube muito bem conduzir-nos nesta nova aventura. Aprendi muito! E o mesmo quanto às técnicas!
As 3 horas de caminho que me separavam de casa foram suficientes para elaborar esta manta que será para piqueniques. O que significa que não levará beata de algodão e que possívelmente não será alcochoada à mão para não encarecer muito como está.



Esta manta de retalhos, utilizando a técnica log cabin, mede cerca de 92 cm e é quadrada. O enchimento é em beata de algodão, inteiramente alcochoada à mão. Está disponível aqui.

Quanto ao workshop, alarguei os meus conhecimentos sobre a noção de patchwork - quilting tanto a nivel internacional como e sobretudo a nivel nacional.
Fiquei fascinada com a ideia do foundation piecing, técnica utilizada antigamente nas mantas de retalhos portuguesas.

Fervilho de ideias e como diz a Rita, é viciante!

Maman XuXudidi



Devagar mas com persitência, devagar mas com muita vontade e paciênça, fui acreditando neste projecto, fruto de muitos sonhos partilhados em família e com amigos.
Maman Xuxudidi nasceu há praticamente dois anos, aquando dum duelo entre um cão e um dragão, aliás cão que à noite se transformava em dragão...
O nome estava feito e os aventais íam-se fazendo para angariar fundos para a escola das meninas, durante as feiras sazonais.
O resto, foi a maturação dos anos que vamos vivendo afastados dos grandes centros urbanos.
Tudo um pouco ajudou, a região, a terra, o cheiro, a gente, a nossa casa, a minha família.
Hoje abro-vos uma porta do pequeno universo Maman XuXudidi. No meu estendal, muitas histórias ainda surgirão e vincarão o que agora se inicia.
É a mais bonita prenda que posso receber no dia do meu aniversário.
Bem hajam aos numerosos leitores, aos meus amigos, em particular à Catarina e Carolina, porque sem elas nada desta história agora contada existiria.
Bem hajam ao Papa Filou e sobretudo às minhas filhas maravilhosas.

Disse,


Slowly but steadily, slowly but passionately and patiently, I kept believing in this project, the result of many family and friend-shared dreams.
The Maman Xuxudidi project was born two years ago, by the time we had a duel between a dog and a dragon, rather, we had a dog which became a dragon by night...
We eventually got ourselves a name and the aprons kept being made, so as to raise funds for the girls' school, during seasonal fairs. The rest came as the years went by, lived away from the big towns. Everything was somehow helpful, the region, the soil, the smell, the people, our house, my relatives. Today I lead you into the universe of Maman XuXudidi. Many stories are yet to be told and will reinforce what we are now starting.
This is the greatest gift on my birthday.
I thank all my readers and friends, Catarina and Carolina in particular, for without them little of this here told story would come to be.
Likewise, I'm most grateful to Papa Filou and my wonderful daughters, more than anyone else.

Maman Xuxudidi wrote.


Lentement mais avec autant de persistance, lentement mais avec beaucoup de volonté et de patience, j’ai cru en ce projet, fruit de plein de rêves partagés en famille et avec les amis.
Maman Xuxudidi est née il y a pratiquement deux ans, lors d’un duel entre un chien et un dragon…
Le nom fut crée et les tabliers se faisaient pour obtenir des fonds pour la petite école des enfants lors des kermesses.
Le reste, c’est la maturation du temps éloigné des grands centres urbains.
Un peu de tout y a aidé, la région, la terre, les odeurs, les gens, notre maison, ma famille.
Aujourd’hui je vous ouvre une porte dans le petit univers Maman XuXudidi. Sur ma corde à linge, beaucoup d’histoires paraîtront et marqueront à l’avenir ce qui s’entame à présent.
C’est le plus beau cadeau que je puisse recevoir pour mon anniversaire.
Merci aux nombreux lecteurs, à mes amis, surtout à Catarina et Carolina parce que sans elles cette histoire n’aurait jamais vu le jour.
Merci à Papa Filou et surtout à mes merveilleuses filles.

J’ai dit,