À volta da mesa

Os guardanapos

Chegaram ontem.
E à volta deles as meninas agitam-se. Querem partilhar as novidades, contar os pequenos segredos, os pequenos namoros.
À volta deles a casa veste-se para os dias festivos.



É o prazer de preparar a mesa, de apreciar a ementa e alí ficar, as horas deslizando suavemente.
Contam-se histórias e em cumplicidade com os meus pais, participar dos meus novos projectos.
È o tempo de tirar a mesa e de voltar a estender a toalha.

Nazaré

As ceroulas

Sou grande.
E desde que vivo em Portugal foi sempre um bicho de sete cabeças para encontrar calças que chegassem até aos tornozelos.
Verdade seja dita, nunca precisei de fazer baínhas!

Regularmente, de dois em dois anos e desde há tanto tempo, vou até à Nazaré.
Sempre de Inverno, quando faz bom circular livremente sem congestionamente nas ruas sinuosas da cidade, que de resto, mal conheço.
Acabo por ir sempre ao mesmo lugar, à "Casa dos Escoceses" onde perco o tempo na escolha do novo padrão de lã escocesa para a confecção das ceroulas.
Eram as ceroulas que os pescadores da Nazaré utilizavam para pescar.
Quentes e confortavéis, rendi-me!

As ceroulas

Há uma semana recebi-as juntamente com a camisa que eles utilizavam e que vou usar com uma gola alta por baixo.

A camisa

Na occasião da ida para là, fomos descobrir a nova Biblioteca Municipal onde estava a decorrer uma pequena exposição de fotografia de Artur Pastor.
A Nazaré fora sempre uma fonte de inspiração para os inúmeros fotógrafos que ali passaram como Edouard Boubat, Jean Dieuzaide, Stanley Kubrick.
A nazarena ainda hoje passeia com as suas saias, mais curtas é certo!

Para quem como eu gosta de calças escocesas ou simplesmente dos escoceses para diversas confecções, aqui deixo o contacto deste comércio tradicional que tenta lutar contra a maré dos lanifícios.

Casa dos Escoceses
Praça Dr. Manuel de Arriaga, 16
2450-160 Nazaré
Tel: 262 553 422


Gouache d'Emile Gallois, le Costume en Espagne et au Portugal
Paris, 1935
Edition H. Laurens

Savoir Vivre

As cunhadas

Foi uma viagem duma semana, nós os dois, só os dois, longe de casa, longe das nossas filhas, mas com a grande cumplicidade delas.
Viagem para matar saudades, encontrar os amigos e conseguir ainda espreitar a rua, viver os seus ambientes.
Respirar história e tradições em harmonia com o presente.
Respirar "Le savoir vivre".

Rue Saint Boniface

Regressar com o coração quente, com vontade de refazer o mundo.
Abrir as malas, ter três pares de olhos curiosos.
Revelar os segredos de tantos achados encontrados um pouco por toda a parte como o chocolate de Chaudfontaine, prosseguindo por Huy, Liège, Marchin e os seus caminhos românticos.
Um pouco ao acaso dos nossos passeios pelos bairros de Bruxelas como Ixelles, os Wax de Matongé, a feira da ladra da Place du Jeu de Ball, l'Avenue Louise, livrarias por toda a parte, a Place Flagey, sem esquecer Gré d'Oiceau, Lasne, Genval...
Olhos arregalados e embevecidos com tantos tesouros!

Chez…



Claire et Jean-Claude, Farid et Barbara, Mumu et Vic, Roland et Jacqueline, Luc et puis surtout Mamy, Cecile et Eric, Evelyne et Alain, Marie-Paule et David, Monique, Mike et Jean-Philippe, Béa et Serge et ces amis qui sont venus d'un peu partout pour nous montrer tout leur amour comme Annie et Daniel, Nicole et Jean-Louis, Ariane pour citer les plus proches, sans oublier les calins des nombreux enfants comme Alysson, Alexandra, Anne-Lise, Nell, Lena, Liam et les jeunes demoiselles Apoline et Morgane.


Un grand merci.

Meia ao meio



Comprei a lã na Retrosaria e, baseando-me nas instruções da Rosa, alterei o ponto tricotando circularmente o canelado 3/1 em toda a perna.
A traseira e a base do calcanhar foram tricotadas com o ponto de liga para uma melhor comodidade.



É a meia que fica a meio para alguns dias.
Na minha mala vão mais meias tão quentinhas como estas para desafiar os grandes frios do norte da Europa.
Até lá!