O móvel

Adoro quando as minhas histórias se tornam verdadeiras anedotas.

Das férias, rápidamente vou dizer, que há um ano atrás, planeávamos passar o verão de 2008, no Brasil.
O pretexto… um casamento em Setembro. Partir fins de Junho, Julho e regressar na primeira semana de Setembro. O custo, para uma família numerosa, ficava assim diluído. As coisas não correram assim tão bem devido ao aumento exorbitante do kerosène… e ficamos pela vontade de percorrer a França profunda à procura de tão esperado armário de noivado, tipíco naquelas paragens e que ficava tão bem na nossa casa. Também não fomos, por motivos vários…

Esta semana, num passeio a Sintra, descobrimos um banco igual a mobília das bonecas que há muitos anos atrás tinha pertencido à Mutti. A mobília não sendo portuguesa, foi um espanto encontrar o banco e já se fala, por casa, de fazer umas almofadas para o tornar mais aconchegado.
Quando a minha mãe deixou de ser criança, usou o armário como guarda jóias, antes de o passar para as mãos das netas.
Por isso as coisas perduram, inovando no tempo certo, para recuperarem a sua função inicial.
Quanto a mim, a missão foi comprida.
Comprei um móvel.
Mesmo se não era bem isso o que procurava!

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