A ribeira

É preciso descer, descer, descer… até o rio Seia, mas a gente daqui sempre chamou de “A Ribeira”.

O moínho

A beira da ribeira

Havia moínhos, burras carregadas para baixo, burras carregadas para cima com o milho.
Havia gente.
Fazia-se vida a beira da ribeira.
O linho era là lavado e na altura da matança, as tripas também.

Havia gente na ribeira.
Iam là pescar e os miudos, tais uns peixes, a nadar no açude.

Hoje, a ribeira não atraia a gente. Foi lentamente desertada.
Raramente cruzo-me com pescadores. O javali atraíu o caçador.
Para là do açude, no entanto, as lontras regressaram. Poucos sabem, nós e uns poucos poetas que por là se inspiram.

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