Salamanca

Fomos deslizando pela estrada que liga à Europa. Quilómetros de sobredos, quilómetros de terras de cultivo, quilómetros de estrada sobre um ceú azul, horizontes dourados.
Salamanca.

O cabaz

Foi sempre assim e penso que será sempre assim.
Das nossas viagens, grandes ou pequenas, trazemos sempre um cabaz de produtos regionais, livros ou outros. Coisas que dificilmente encontraríamos por perto.

Desta viagem relâmpago a Salamanca, trouxemos das nossas voltas pelos mercados municipais, enchidos, vinhos e queijos… iguarias regionais.
De lado, ficou o peixe e os legumos que devido ao calor seria dificil trazer para casa.
Mas fiquei deliciada pela agitação dos mercados, da simpatia própria dos comerciantes (relambrando o que há largos anos eram o Mercado da Ribeira e o Mercado do Bolhão, ambos lugares destinados actualmente a extinguir a vida própria das cidades, sendo elas Lisboa, Porto e tantas outras pelo país fora). O mercado continua a ser o centro bem vivo dos bairros envolventos.

Sair de Salamanca, sem esquecer o chocolate feito por artesões e o outro chocolate, aquele que se toma de madrugada adentro com “los churros“.

A mesma estrada, com a mesma paisagem, aquela que vai até a ponta da Europa, onde o sol se deita, onde o mar começa.
Cruzámo-nos com todos aqueles que um dia deixaram Portugal a procura de melhor e que findo o verão, regressam à Europa.
Depois da fronteira, já em Portugal, quilómetros de terras abandonadas, quilómetros de casas fechadas, quilómetros de estradas vazias.

Deixar uma resposta