Uma semana, não é nada.

7 dias, é imenso!

Taleigo #02

É o tempo que elas estiveram fora de casa.

"Maman, hoje estás triste ou contente?"

Durante uma semana foi assim.
A primeira das rotinas quebradas foram as refeições. Deixar de me preocupar com o dia de hoje e do dia de amanhã. A segunda, inerente à primeira, foi deixar de acordar tão cedo para que o pequeno almoço estivesse pronto.
De resto, a tristeza invadiu a casa. Um silêncio que mal soube apreciar.
Fomos dar uma volta até . O lema era embriagar-se de outras culturas, distrair-se.

Regressamos ontem para deixar o cabaz; hoje, rumo a Lisboa com os taleigos que fui fazendo, e outras coisas mais, para apresentar na Feira Artesanal de Mafra, este fim de semana.
Vou, rumo a Lisboa, e um coração cheio de saudades para abraçar as minhas filhas.

Uma semana, não é nada. 7 dias, é imenso!

Salamanca

Fomos deslizando pela estrada que liga à Europa. Quilómetros de sobredos, quilómetros de terras de cultivo, quilómetros de estrada sobre um ceú azul, horizontes dourados.
Salamanca.

...

O cabaz

Foi sempre assim e penso que será sempre assim.
Das nossas viagens, grandes ou pequenas, trazemos sempre um cabaz de produtos regionais, livros ou outros. Coisas que dificilmente encontraríamos por perto.

Desta viagem relâmpago a Salamanca, trouxemos das nossas voltas pelos mercados municipais, enchidos, vinhos e queijos... iguarias regionais.
De lado, ficou o peixe e os legumos que devido ao calor seria dificil trazer para casa.
Mas fiquei deliciada pela agitação dos mercados, da simpatia própria dos comerciantes (relambrando o que há largos anos eram o Mercado da Ribeira e o Mercado do Bolhão, ambos lugares destinados actualmente a extinguir a vida própria das cidades, sendo elas Lisboa, Porto e tantas outras pelo país fora). O mercado continua a ser o centro bem vivo dos bairros envolventos.

Sair de Salamanca, sem esquecer o chocolate feito por artesões e o outro chocolate, aquele que se toma de madrugada adentro com "los churros".

...

A mesma estrada, com a mesma paisagem, aquela que vai até a ponta da Europa, onde o sol se deita, onde o mar começa.
Cruzámo-nos com todos aqueles que um dia deixaram Portugal a procura de melhor e que findo o verão, regressam à Europa.
Depois da fronteira, já em Portugal, quilómetros de terras abandonadas, quilómetros de casas fechadas, quilómetros de estradas vazias.

O Estojo de Agulhas de Tricot #03



Era uma vez, numa casa grande, uma familia que gostava muito de camisolas, de luvas, de gorros e meias de lã, para aconchegar-se nos dias de inverno.



Era uma vez um estojo, onde a casa grande abrigava as agulhas de tricot; um pinheiro para os alfinetes, sem esquecer a escada para a tesoura.

De linho e algodão, com o carinho da Maman Xuxudidi.

Nem tudo é branco nem tudo é preto



Na vida, "nem tudo é branco nem tudo é preto". Pessoalmente, defendo o respeito pela opinião de cada um, o que não significa que esteja de acordo com tudo o que seja expresso. Assim, penso que devemos ter uma abertura de pensamento para com outras culturas, não abdicando todavia duma análise livre examinista, rejeitando juízos apressados e simplistas.
Vem isto a propósito dum comentário relativamente à minha "tête de nègre" do passado dia 22, duma Senhora america (EUA). Os Estados Unidos da América têm a sua história, rica e pobre como todos nós, mas na qual espoliaram e dizimaram populações indias; a abolição da escravatura engendrou uma guerra civil; a população negra de origem africana, descente dos antigos escravos, não tinha direitos civicos, predominava a segregação racial nos transportes públicos, nas escolas... até há bem pouco tempo. (recorde-se Kennedy e Martin Luther King, ambos assassinados). Ainda hoje se ouve (desagradavelmente) na televisão um branco do Sul dizer que não vota em Obama simplesmente por ser ... negro e inferior. Ainda hoje existe a pena de morte em muitos Estados. Felizmente que muitos americanos não pensam assim ... mas isto são os Estados Unidos da América.

Por outro lado, na Europa Ocidental e concretamente em Portugal, aboliu-se a escravatura e a pena de morte na segunda metade do século XIX, o que não provocou nenhuma guerra civil. Em Portugal, no Brasil, Angola, Timor, Macau, Goa, etc. existem inúmeras familias euro-afro-asiáticas, há muitos séculos. Isto não siginifica que Portugal seja uma sociedade ideal. Também temos os nossos defeitos, como todos. Portanto, "nem tudo é branco nem tudo é preto".

A pega para os bules, denominada "tête de nègre" tem a sua origem no Magrebe (Norte de África - Marrocos), portanto não tem sentido apelidar-se de racista algo que vem da própria Àfrica, concebido pelos próprios africanos. Quando abordamos a incomensuravel arte africana ou euro-africana, nunca se levantou qualquer questão de racismo. Essa senhora americana deveria ler, entre milhares de tantos outros excelentes autores, os textos sobre a negritude de Léopold Senghor, Amilcar Cabal, Mandela ou Gandhi. Penso sincera e convictamente que nos devemos todos respeitar uns aos outros, independentemente das nossas culturas, nacionalidades, religiões, sexo, origens sociais ou étnicas, dentro dum espírito de Liberdade, Igualdade e Fraternidade. A nossa abertura a outras culturas, viajando por esse mundo fora, leva-nos a ser cada vez mais cidadãos do Mundo, mais Humanistas, o que não nos impede de respeitar a nossa própria cultura e a sua "praxis".

La Tête de Nègre

#11

É assim que se denomina esta simpática e prática pega.
No Magrebe, ela é sobretudo usada para pegar o bule sempre escaldante para beber o tradicional chá de menta.
A "tête de nègre" entrou em casa e substituiu a tradicional pega na arte de não se queimar.
A partir de hoje, tenho 11 "têtes de nègre" disponiveís.
Para qualquer informação, é só contactar-me.



C'est ainsi que s'appelle cette sympathique et pratique manique.
Dans le Magrebe, elle est surtout utilisée pour tenir en main la théière bouillante pour boire le traditionnel thé à la menthe.
La "tête de nègre" est entrée à la maison et a substitué la traditonnelle manique dans l'art de ne pas se brûler.
A partir d'aujourd'hui, j'ai 11 "têtes de nègre" disponibles.
Pour toute information, il suffit de me contacter.