O taleigo

O primeiro taleigo!

Lembro-me, há 20 anos atrás, quando residia em Lisboa, de ver o padeiro distribuir o pão de bicicleta, com um lindo cesto de verga. Penso que desapareceu com os anos.
Na aldeia, as mulheres fazem o pão.
Eu não o faço. São outras lidas!
Mas tenho o padeiro que me deixa o pão à porta de casa, bem cedinho de madrugada.
Ele vem “montado” na carrinha para mais rapidamente percorrer as casas por cá espalhadas, as aldeias distando umas das outras.
E na madrugada adiante, vêm-se taleigos à porta de algumas casas. Mas aqui são feitos de linho (os poucos que vão sobrevivendo a invasão dos sacos de plástico).
Com os retalhos de algodão, fiz um taleigo para acolher os pães ainda quentes do padeiro.
Em casa, estão todos com medo que alguém venha roubar o saco do pão. E remato, lembrando que até hoje ninguém roubou pão nenhum, portanto também não será por um taleigo!

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