O estojo de agulhas de tricot

Indo eu, indo eu a caminho de Viseu…” Alegramente no carro de manhã.

Três palavras, Maman, obrigado, merci, M.U.I.T.O obrigado“, já no princípio da noite no regresso á casa.

Do dia, ficou uma imensa alegria, aprofundar as amizades, promessas, muitas promessas sim, já a seguir às férias.
Promessas das novas amigas vir até a nossa casa, promessas de duas mães…

E tudo isto porque…

… há alguns meses (mesmo assim poucos meses) a S. encomendou-me um estojo para agulhas de tricot.
Nunca tinha visto, não fazia ideia, não imaginava o objecto.
Precisava de tempo, de sentir a coisa.
Foi em visita à casa da mãe duma amiga minha, que o descobri. Pedi imprestado.
Olhei, toquei, pensei.

Foi de cabeça.
Nasceu um prado onde se enfiam as agulhas de tricot, uma macieira onde guardar os alfinetes, uma escada para segurar a tesoura, uma maçã, uma nuvem para a poesia.
Foi a primeira encomenda e gostei!
Tenciono desenvolver o conceito.

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